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Relatório de Descendentes

Relatório de Descendentes

Quitéria Pereira da Cunha
1 geração (Filhos)
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  • Quitéria Pereira da Cunha1 [#4327] (filha de Antônio Pereira da Cunha), 15-10-1868. Com Padre Francisco Barbosa Nogueira (Padre Barbosa) (filho de Francisco Barbosa Nogueira (Barbosa da Escadinha) e Maria da Silva Barros), 1771, em Fazenda Escadinha, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil, Padre, 18-02-1839, em Flores, Pernambuco, Brasil, com aproximadamente 68 anos de idade, sepultado em Igreja de N. Sra. do Rosario, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil.

    Notas sobre Quitéria Pereira da Cunha: Era conhecida como "Quitéria Doida", por ter desafiado todas as proibições da Igreja, família e da sociedade, indo viver com um padre, o que era bastante marcante. Entretanto, era fato comum aos padres sertanejos daquela época ou anterior, serem "pais de família exemplares", o que ensejou a 1ª Constituição do Arcebispado da Bahia, em 1707, permitir em seu livro I, título 11, artigo 40, que os filhos desses padres fossem batizados não nas igrejas em que o pai fosse vigário, coadjutor, cura, capelão ou freguês, mas na freguesia mais próxima, sem pompa e sem acompanhamento, a não ser dos padrinhos. (Luiz Wilson - Roteiro de Velhos e Grandes Sertanejos). Era prima legítima de Maria Manoela do Nascimento, casada com João Antônio Ramos Nogueira.

    Notas sobre Padre Francisco Barbosa Nogueira: O "Padre de Tacaratu". Presbítero secular da Igreja Católica Apostólica Romana, ordenado no seminário de Olinda, no início do século XIX. Em 25.05.1822 foi nomeado encarregado da freguesia da Fazenda Grande, tomando posse um mês depois, "diante de todos os fregueses, que nesse dia se achavam quase todos juntos pela solenidade do dia, no que se mostraram satisfeitos." Algum tempo depois se retirou para Tacaratu-PE, donde tinha vindo por enfermidade dos olhos. (Conf. Livro "Registro e Provisões", 29/4 fls. 30v/31, no Arquivo Público do Estado de Pernambuco). Em 1799 recebe de seu tio materno, Vitorino Pinto da Silva, (por doação) a Fazenda "Várzea da Onça" (entre Mirandiba e Salgueiro), como dote necessário para sua ordenação, que se deu possivelmente no mesmo ano ou no seguinte. Tomando conta da Freguesia de Fazenda Grande, em 1822, comprou duas casas de taipa, em construção, na Vila de Floresta, à sua tia Ana Maria Diniz (Siarana), conforme escritura de 16.11.1822, as quais teriam sido desmanchadas e construída a atual casa Paroquial (ou o "Chalé dos Pires" que dizem, foi construído pelo Pe. Américo Vasco e depois vendido para Manoel Pires de Carvalho Belfort, da Fazenda Cipó, e posteriormente comprado pela diocese de Floresta e demolido). Exerceu funções eclesiásticas até a data de sua morte, tendo, inclusive, batizado sua neta, Maria Manoela do Nascimento, no ano de 1838. Faleceu aos 68 anos de hidropisia e foi sepultado na Igreja do Rosário, em Serra Talhada. Envolto em paramentos, foi encomendado solenemente pelo Padre Antonio Gonçalves de Lima. Óbito registrado no livro n.1, página 1, verso, da Igreja da Penha. Viveu com Quitéria Pereira da Cunha e teve 10 filhos.

    -------------------------

    (Escritura de Perfilhação do Padre Francisco Barbosa Nogueira) - Por Valdir José Nogueira de Moura

    Há poucos dias quando pesquisava no rico acervo documental do Memorial da Justiça de Pernambuco, folheando um antigo livro de lançamentos de escrituras públicas e procurações da velha Comarca de Pajeú de Flores do início do século XIX, nas páginas 32 e 33 do referido livro deparei-me com o registro de perfilhação do Padre Francisco Barbosa Nogueira, meu tetravô. Bom, e o que é Escritura Pública de Perfilhação? É um documento oficial criado em 1603, a partir das Ordenações Filipinas, no território luso-brasileiro, em razão do crescente índice de nascimentos de crianças de relacionamento natural ou espúrio, via concubinato, amancebamento ou relações esporádicas. Este documento foi criado durante os reinados de Felipe I, de Portugal e de Filipe II, da Espanha, sendo continuado durante o trono do rei D. João IV, de Portugal.

    Ora, a questão dos "filhos de padres" é um tema que por muito tempo foi tabu com a conseqüência freqüente, sobretudo no passado, de que essas crianças crescessem sem ter um pai conhecido e reconhecido. Na época imperial padres recorriam ao Rei para obter a legitimação dos seus filhos ilegítimos. Eram os filhos da fragilidade humana, sob os quais recaia todo o estigma da imoralidade do relacionamento entre os genitores, mas que, com a legitimação, poderiam tornar-se aptos aos atos da vida civil como se houvessem nascido de legitimo matrimônio. Diante disso, as Cartas de Legitimação constituem a primeira evidência da tolerância institucional com que a Coroa Portuguesa lidava com a questão da filiação ilegítima no território americano.

    Presbítero secular da Igreja Católica Apostólica Romana, o Padre Francisco Barbosa Nogueira, nasceu em 1771 na Fazenda Escadinha (Serra Talhada) cujas terras arrendadas à Casa da Torre da Bahia, se tornariam até hoje propriedade hereditária da família Nogueira. Era filho do capitão Francisco Barbosa Nogueira e de Maria da Silva Barros. Neto paterno de João Nunes de Barros e Maria Barbosa Nogueira. Neto materno de Manoel Lopes Diniz e de Maria de Barros da Silveira, fundadores da fazenda Panela D’Água, localizada hoje em Carnaubeira da Penha. O Padre Francisco Barbosa Nogueira que era conhecido também como Padre Barbosa, teve uma relação marital com Quitéria Pereira da Cunha. Desse relacionamento nasceram 10 filhos, os quais foram legitimados por meio de escrituras públicas de Perfilhação, confirmando assim o caráter de um homem, acima de tudo justo. Diante das vicissitudes que surgiram ao trilhar de sua vida, Padre Barbosa sempre esteve tranqüilo em assumir a responsabilidade de seus atos. Firmado na dignidade de sua conduta, não tergiversou em reconhecer que teve 10 filhos e os legitimou por escrituras públicas.

    Os 9 primeiros filhos do Padre Barbosa foram perfilhados em 31 de julho de 1838, na Vila de Pajeú de Flores conforme transcrição do documento a seguir:

    "Escritura de Perfilhação que faz o reverendo Francisco Barbosa Nogueira como abaixo se declara:

    Saibam quanto este público instrumento de Escritura de Perfilhação vierem, que no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e oito, aos trinta e um do mês de julho do dito ano, nesta Vila de Pajeú de Flores, no nosso Escritório apareceu o Reverendo Francisco Barbosa Nogueira, por ele me foi dito em presença das testemunhas solenemente pronunciadas e aferidas e todos demais declarados e conhecidos pelos próprios de que dou fé, que por fragilidade humana, sendo já clérigo de ordens sacras tivera nove filhos de nomes Balbino, Francisco, José, Antônio, Manoel, Luzia, Hermenegilda, Herculana e Carolina, com Quitéria Pereira da Cunha, mulher solteira, os quais ditos seus filhos é da sua boa e espontânea vontade, perfilhá-los como com efeito os perfilha para que eles possam ser seus herdeiros e gozar todas as honras e prerrogativas como se legítimos fossem, assim pede a Justiça de Sua Majestade Imperial e Constitucional de lhe confirmar esta Perfilhação, que depois de lhe ser lida por mim e por este outorgante, e eu como pessoa pública aditei em nome dos .......a quem a favor desta pertencer e disto mandou fazer esta Escritura em que jurou com as testemunhas presentes Padre Manoel Ferreira Rabelo e Major José Caetano Caipira Jaguaribe. Eu Antônio Domingues Andrade.

    Ass., Padre Francisco Barbosa Nogueira. Padre Manoel Ferreira Rabelo. Major José Caetano Caipira Jaguaribe".

    Existe ainda uma segunda escritura, lavrada depois da primeira, em que o Padre Francisco Barbosa Nogueira faz o reconhecimento da filha Maria Rosa, nascida meses após a data em que foi lavrada a primeira escritura de Perfilhação.

    --------------------

    Conta-se que, certo dia, vinha o padre junto ao acompanhante em viagem.

    Lá pras tantas, encontraram com um vaqueiro tangendo um touro, que não tardou em chamar a atenção dos viajantes:

    - Cuidado com a rês do filho do padre adiante, é braba e pode botar!

    Notando que o vaqueiro não tinha conhecido o padre, o acompanhante tratou de perguntar:

    - Oxe! E padre tem filho?

    Recebendo a resposta:

    - Eu não sei os outros, mas o de Tacaratu tem como o diabo!!!

    1. Filhos:
    2. F.1 - Luzia Barbosa Nogueira
    3. F.2 - Balbino Barbosa Nogueira
    4. F.3 - Francisco Barbosa Nogueira
    5. F.4 - José Barbosa Nogueira
    6. F.5 - Hermenegilda Barbosa Nogueira
    7. F.6 - Carolina Jocelina da Silva
    8. F.7 - Herculana Barbosa Nogueira
    9. F.8 - Antônio Pereira da Cunha
    10. F.9 - Maria Rosa de Sant'Ana
    11. F.10 - Manoel Barbosa Nogueira (Neco da Matinha)
    • F.1 - Luzia Barbosa Nogueira2 [#4362] {Quitéria1}, 18-11-1855, em Fazenda Cacimba Nova, Floresta, Pernambuco, Brasil. Com Roberto Ramos Nogueira (filho de João Antônio Ramos Nogueira e Maria Manoela do Nascimento), 1801, 1864, em Fazenda Cipós, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil, com aproximadamente 63 anos de idade.

      Notas sobre Luzia Barbosa Nogueira: (ou Luzia Barbosa da Silva, conforme consta do registro de casamento de sua filha Águida). Morava na Fazenda Cipós.

      Notas sobre Roberto Ramos Nogueira: Era o proprietário da Fazenda Cipós. Faleceu de cólera-morbus em 1864. Foi testemunha do casamento de seu sobrinho Antônio da Costa Araújo (Totonho do Marmeleiro).

      1. Filhos:
      2. N.1.1 - Conegundes Barbosa da Silva
      3. N.1.2 - Francisco Ramos Nogueira (Chico Ramos)
      4. N.1.3 - Maria Manoela do Nascimento
      5. N.1.4 - Marcolino Ramos Nogueira
      6. N.1.5 - Antônia Barbosa Nogueira
      7. N.1.6 - Manoel Joviniano Nogueira (Gente Boa)
      8. N.1.7 - João Roberto Ramos Nogueira
      9. N.1.8 - Clara Barbosa Nogueira
      10. N.1.9 - Venâncio da Cruz Nogueira
      11. N.1.10 - Úrsula Ramos Nogueira
      12. N.1.11 - Águida Barbosa da Silva (Madrinha Iaiá)
    • F.2 - Balbino Barbosa Nogueira2 [#4363] {Quitéria1}, Antes de 1868. Com Antônia Alves dos Santos.
      1. Filhos:
      2. N.2.1 - Francisco Alves dos Santos
      3. N.2.2 - Vitorino Barbosa Nogueira
      4. N.2.3 - José Barbosa Nogueira
      5. N.2.4 - Severiano Barbosa Nogueira
      6. N.2.5 - Alexandre Barbosa Nogueira
      7. N.2.6 - João Alves dos Santos
      8. N.2.7 - Raimundo Alves dos Santos
      9. N.2.8 - Maria Alves dos Santos
      10. N.2.9 - Petronila Alves das Flores
    • F.3 - Francisco Barbosa Nogueira2 [#4364] {Quitéria1}, em Flores, Pernambuco, Brasil, Alferes, 1904. Casou-se, em 01-09-1837, em Fazenda Vargem Grande, Flores, Pernambuco, Brasil, com Genoveva Maria Bezerra de Vasconcelos (filha de Gonçalo Francisco dos Santos e Maria Bezerra de Vasconcelos), 1817, em Fazenda Várzea Grande, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil, 1904, com aproximadamente 87 anos de idade.

      Notas sobre Francisco Barbosa Nogueira: Foi proprietário da Fazenda Escadinha.

      Notas sobre Genoveva Maria Bezerra de Vasconcelos: Da Fazenda Várzea Grande, em Triunfo - PE. No casamento de Andrelino, seu filho, seu nome consta como Genoveva Francelina Barbosa.

      1. Filhos:
      2. N.3.1 - Joviniana Genoveva Nogueira
      3. N.3.2 - Manoel Lopes Nogueira
      4. N.3.3 - Maria da Silva Barros
      5. N.3.4 - Andrelino Barbosa Nogueira (Padim Dida)
      6. N.3.5 - Antônio Barbosa Nogueira
      7. N.3.6 - Tiburtino Barbosa Nogueira
      8. N.3.7 - José Barbosa Nogueira
    • F.4 - José Barbosa Nogueira2 [#4366] {Quitéria1}, 1818. Casou-se, em 24-02-1845, com Claudiana Maria das Virgens (Caló) (filha de Francisco Alves da Fonseca e Ana Maria das Virgens).
      1. Filhos:
      2. N.4.1 - Francisco Nogueira Barros
      3. N.4.2 - João Barbosa Nogueira
      4. N.4.3 - Úrsula Maria de Barros
      5. N.4.4 - Ana Nogueira da Silva Barros
      6. N.4.5 - Luzia Nogueira de Barros
      7. N.4.6 - Joaquim Alves Nogueira
      8. N.4.7 - Francisca Nogueira de Barros
    • F.5 - Hermenegilda Barbosa Nogueira2 [#4365] {Quitéria1}. Com Francisco Vicente da Silva.

      Notas sobre Hermenegilda Barbosa Nogueira: Com descendentes na Paraíba.

      Notas sobre Francisco Vicente da Silva: Descendente do Riacho do Navio.

    • F.6 - Carolina Jocelina da Silva2 [#4367] {Quitéria1}, 1824. Com José Alves dos Santos (Cazuza Terto).

      Notas sobre Carolina Jocelina da Silva: (ou Carolina Jocelina Nogueira, ou ainda Carolina Marcionila da Silva).

      Notas sobre José Alves dos Santos: De quem procedeu a família do Jazigo. Era cego.

      1. Filhos:
      2. N.6.1 - Manoel Terto Alves
      3. N.6.2 - José Alves dos Santos Filho
      4. N.6.3 - Maria Alves dos Santos
      5. N.6.4 - Ana Alves dos Santos
      6. N.6.5 - Cipriana Alves da Silva
      7. N.6.6 - Joaquina Alves dos Santos
      8. N.6.7 - João Alves Terto
      9. N.6.8 - Tertuliano Alves de Menezes
      10. N.6.9 - Luzia Originária da Silva
    • F.7 - Herculana Barbosa Nogueira2 [#4368] {Quitéria1}, 1826. Com Francisco Bezerra de Vasconcelos (filho de Gonçalo Francisco dos Santos e Maria Bezerra de Vasconcelos), 1826, em Fazenda Várzea Grande, Serra Talhada, Pernambuco, Brasil.

      Notas sobre Herculana Barbosa Nogueira: Tinha 12 anos no dia do arrolamento dos bens de seu pai, 03/06/1839.

      Notas sobre Francisco Bezerra de Vasconcelos: De Flores - PE.

      1. Filhos:
      2. N.7.1 - Pedro Barbosa Nogueira
      3. N.7.2 - Praxedes Barbosa Nogueira
      4. N.7.3 - Vitorino Barbosa Nogueira
      5. N.7.4 - Manoel Barbosa Nogueira
      6. N.7.5 - Higino Bezerra do Nascimento
      7. N.7.6 - Maria Barbosa Nogueira
      8. N.7.7 - Januária Barbosa Nogueira
      9. N.7.8 - Delfina Barbosa Nogueira
      10. N.7.9 - José Barbosa Nogueira
      11. N.7.10 - Cândida Barbosa Nogueira
    • F.8 - Antônio Pereira da Cunha2 [#4369] {Quitéria1}, 1827. Com Vicência Maria de Jesus (filha de Manoel Bezerra de Vasconcelos).

      Notas sobre Antônio Pereira da Cunha: Tinha 11 anos no dia do arrolamento dos bens de seu pai, 03/06/1839.

      1. Filhos:
      2. N.8.1 - Cassiano Pereira da Cunha
      3. N.8.2 - Francisco Pereira da Cunha
    • F.9 - Maria Rosa de Sant'Ana2 [#4361] {Quitéria1}. Com Tomaz de Vilanova de Lima.

      Notas sobre Maria Rosa de Sant'Ana: Com descendentes em Caiçarinha, Serra Talhada - PE.

    • F.10 - Manoel Barbosa Nogueira (Neco da Matinha)2 [#4370] {Quitéria1}, 1830. Com Maria Manoela do Nascimento (filha de Roberto Ramos Nogueira e Luzia Barbosa Nogueira), 07-07-1838.

      Notas sobre Maria Manoela do Nascimento: Foi batizada pelo Pe. Francisco Barbosa Nogueira, seu avô.

      1. Filhos:
      2. N.10.1 - Luiz Barbosa Nogueira
      3. N.10.2 - Inocêncio Barbosa Nogueira
      4. N.10.3 - Luzia Barbosa Nogueira
      5. N.10.4 - Venâncio Barbosa Nogueira
Nomenclatura:
∈ - Indica que a pessoa teve relacionamentos (casamento ou não), com ou sem filhos.
✟ - Indica que a pessoa já é falecida.
Gerações Pessoas Casamentos Pessoas c.c/outros Descendentes
Filhos10100
Netos59--
Totais 69 10 0

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Data: Quinta-Feira, 28-3-2024 22:9 GMT - DB1
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