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  Memória: Nenhum nome memorizado. Quinta-Feira, 17-8-2017  

Família Cascão


Carregar um sobrenome materno tão diferente já foi muito difícil. Quando criança, então, sofri muito por causa dele, agüentando gracejos e insinuações: criança é muito cruel! Mas depois, acostumei, e fiz dele meu ponto de referência. Tornou-se minha marca registrada e passou a destacar minha passagem pelos cadastros a que eu pertencia. Qualquer um esquece uma Regina - mas quem esquece CASCÃO?

Em março de 1999 resolvi saber mais sobre as minhas raízes. E o sobrenome diferente foi meu ponto de partida. Hoje já tenho catalogados 9 (nove) ramos diferentes só no Brasil, sem que eu tenha conseguido entrelaçá-los... AINDA! O ancestral mais remoto que pude identificar até agora é português, e as gerações mais antigas são originárias das regiões de Vila do Conde, Póvoa do Varzim e Beiriz.

Muito do que aqui se encontra deve-se a um primo, o médico pernambucano Arthur Siqueira Cavalcanti Jr que, com os dados publicados em seu livro (em edição particular) de 1978, "Reminiscências de Uma Vida", alavancou sobremaneira meu arquivo de dados. A mãe dele era irmã de minha bisavó Amélia, que era uma Cascão que se casou com Cascão, como naquele tempo tanto se fazia.

Da mesma forma, a excelente Fundação Joaquim Nabuco, de Recife-PE, e em especial seu Departamento de Iconografia, têm sido um provedor de dados e uma fonte de de consulta de inestimável valor. Muitas das fotos que se podem ver aqui foram obtidas por meio da séria e eficiente Fundaj.

Ressalto, também, a ajuda sempre pronta e ágil de amigos, parentes próximos e distantes, e participantes de listas virtuais de discussão de Genealogia.

Nesses dois anos de estudo e pesquisa consegui não apenas nomes - estáticos e frios - mas uma História, algo que me reconforta e orgulha, porque feita por gente comum: portugueses que vieram radicar-se no nordeste brasileiro fizeram das minhas origens algo de sólido e que me apraz divulgar.

Depois de conhecer a terra onde aportaram os aventureiros Cascão portugueses, pude entender a fortaleza dela e sua importância para o nosso país. Depois de conviver com aquele povo, digo sem titubear que não me importam possíveis comendas ou brasões desses antepassados, porque a nobreza que carregam em si está muito além disso, muito além! Louvo a Deus que me fez brasileira, carioca e carregando nas veias sangue de gente nascida onde o Brasil aprendeu a Liberdade! Eu agora também "sou mameluco, sou de Casa Forte/sou de Pernambuco/eu sou o Leão do Norte"!


Regina Cascão Viana
Rio de Janeiro, março de 2001.
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